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Segunda-feira, 23 de agosto de 2021 13h57


TRANSPORTE FERROVIÁRIO

Dal Molin cita sustentabilidade e destaca importância da Ferrogrão para o desenvolvimento de MT

O deputado participou nesse sábado (21), em Sinop, de um ato público em favor da Ferrogrão

MICHEL FERREIRA DE SOUZA / Gabinete do deputado Xuxu Dal Molin



Foto: Michel Ferreira / Assessoria de Gabinete

O deputado estadual Xuxu Dal Molin (PSC) participou nesse sábado (21), em Sinop, de um ato público em favor da Ferrogrão.  Tido como um dos projetos mais importantes para o escoamento da produção de Mato Grosso, o empreendimento conta com apoio do governo do estado, Assembleia Legislativa e entidades representativas, incluindo os sindicatos rurais e a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja). 

Promovido pela Prefeitura de Sinop com o apoio da União das Entidades de Sinop (Unesin) e da Câmara Municipal de Vereadores de Sinop, o encontro foi realizado no Centro de Eventos Dante de Oliveira, e contou com a presença do ministro da Infraestrutura, Tarciso Gomes de Freitas. 

“Investir em logística é reduzir gastos e preços de tarifas e não temos nada mais que vai transformar a logística no Brasil como a Ferrogrão. Mato Grosso quer a ferrovia, o Brasil quer a Ferrogrão. E a única coisa que podemos fazer é trabalhar para que ela aconteça, pois nosso produtor precisa de eficiência é agora”, disse Tarcísio. 

Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) da Assembleia Legislativa, o deputado Xuxu Dal Molin reforçou a importância do projeto que terá mais de 900 quilômetros de extensão, ligando o município de Sinop ao porto de Miritituba (PA). 

“A implantação da Ferrogrão representa um marco histórico no desenvolvimento do estado. Por meio dela vamos escoar nossa produção e receber matéria-prima (...). A ferrovia traz inúmeros benefícios à agroindustria ao setor do transporte, entre outros segmentos, e não apenas ao setor produtivo”, avalia o parlamentar mato-grossense. 

Segundo o governo federal, para concluir o projeto estão previstos investimentos na ordem de R$ 8,4 bilhões, sendo que esses recursos são oriundos da iniciativa privada, sem aporte financeiro da União. 

“Trata-se de um projeto sustentável, ecologicamente e financeiramente viável. Se fosse ao contrário, nenhum investidor estaria interessado em subsidiar um empreendimento desta envergadura”, complementa Xuxu Dal Molin.

 Pilares

Com a Ferrogrão, haverá uma economia de cerca de R$ 20 bilhões no custo do frete em relação à rodovia. Hoje, a vazão de mais de 70% da safra de Mato Grosso depende da BR-163, que foi duplicada pelo governo federal e recentemente concedida à iniciativa privada.

 “Nós trabalhamos em três pilares: a concessão de ferrovias, a renovação antecipada de concessões e novas autorizações”, destacou o ministro, ao citar a quantidade de portos hoje interligados com ferrovias no país. “Como, por exemplo, os grãos que chegarão ao Porto de Ilhéus (BA) pela Ferrovia Norte-Sul”, explica o ministro de Infraestrutura. 

Sustentabilidade

Um ponto importante do projeto é a sustentabilidade ambiental aliada com o desenvolvimento logístico, que prevê a criação de uma barreira verde, com plantio conservatório, segurando a expansão fundiária e retirando gás carbônico da atmosfera. Desenvolvido com a Climate Bond Initiative, a Ferrogrão terá a captação de “green bonds”, reduzindo em 50% a emissão dos gases do efeito estufa. Cerca de 1 milhão de toneladas de CO2 serão retiradas da atmosfera da Amazônia. 

Além disso, o projeto passa exclusivamente na faixa de domínio da BR-163/MT, não cortando qualquer terra indígena. As mais próximas são Praia do Mangue, distante quatro quilômetros da linha férrea, e Praia do Índio, a sete quilômetros. 

*Com informações Ministério da Infraestrutura 


Gabinete do deputado Xuxu Dal Molin


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