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Quarta-feira, 24 de abril de 2019 16h06


MATO GROSSO

Thiago Silva propõe programa antidrogas para escolas públicas e selo da escola sem drogas

Na avaliação do deputado, as unidades escolares estão mais perceptivas com esta questão

JOSÉ LUIS LARANJA / Secretaria de Comunicação Social



Foto: Marcos Lopes

As escolas da rede pública poderão incluir na elaboração de seus projetos políticos pedagógicos à realização de seminários, palestras, dinâmicas de grupos, simpósios, ou qualquer outra forma de explanação, abordando assuntos relacionados à educação e à prevenção ao uso de drogas e substâncias entorpecentes.

Baseado nessa iniciativa, o deputado Thiago Silva (MDB) apresentou projeto de lei 439/2019 (http://www.al.mt.gov.br) que institui o programa educação antidrogas nas escolas da rede pública de ensino estadual de Mato Grosso. Conforme justificativa do projeto, o programa se destina aos alunos do ensino fundamental das escolas da rede pública estadual, na qualidade de tema transversal.

O deputado argumentou que a educação antidrogas, independentemente da modalidade de explanação, deverá ser oferecida de forma rotineira nas escolas da rede pública de ensino do Estado, respeitando o limite máximo de quinze dias entre uma e outra explanação.

A implementação do programa "Educação Antidrogas" nas escolas da rede pública não retira qualquer autonomia pertinentes à sua respectiva grade curricular e ao seu projeto político-pedagógico.

O parlamentar entende que a escola é o lugar adequado para um trabalho educacional de prevenção do uso de drogas, pois elas possuem um papel básico no processo educativo.

“É necessário repensarmos e refletirmos sobre o tema, pois muitas crianças e adolescentes se aproximam das drogas devido à má informação, do fácil acesso a elas, da insatisfação com a qualidade de vida, porque tem uma personalidade vulnerável e até mesmo uma saúde deficiente”, explicou Silva.

Para ele, a droga é um problema social que não diz respeito apenas ao usuário e sua família, pois, “é um entrelace da sociedade, mas que nem todos a apreendem como tal. Envolve a pessoa usuária, o vendedor da droga, o fornecedor, dinheiro, famílias que tem bens furtados, roubados e alguns mortos; ou seja, o capital, tudo pelo desejo de ter a droga”, afirmou Silva.

Na avaliação do deputado, as unidades escolares estão mais perceptivas com esta questão, que segundo Thiago Silva, “mesmo existindo o receio, sabe-se da importância de se trabalhar a prevenção”, comentou ele.


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